março
2011
19

O paradoxo humano

O compositor Fagner cantava em uma das suas canções nos tempos áureos “ai, meu coração que não entende o compasso do meu pensamento”. George Gurdjieff escreve, em seu livro “Relatos de Belzebu a seu neto”, que este ser universal havia sido exilado numa região do mundo habitada por seres bicerebrais (onde seria…?). Metáforas que podem responder a pergunta: por que não alcançamos a solução para os problemas que se acumulam? Claro, precisaremos de um pouco de imaginação e análise.

Usina nuclear de Fukushima, JapãoPodemos pegar carona na atual crise atômica no Japão. Nesse caso, como em muitos outros, a existência de centrais nucleares é decorrente de um alto consumo de energia por parte da sociedade humana, tanto para suprir suas necessidades diretas, de aquecimento, refrigeração, luz, conforto e prazer, quanto indiretas, quando queremos ter os produtos gerados em nossas indústrias, que consomem grandes quantidades de energia, ou usufruir dos serviços que a economia nos oferece. As centrais energéticas, sejam de que matriz forem, existem como tentativa de solução ao modelo que adotamos, tanto de desenvolvimento, quanto de comportamento pessoal. É muito fácil se manifestar contra o uso de energia atômica, ou hidroelétrica, ou ainda contra a exploração de petróleo nos mares, e depois aproveitar a carona dos colegas em um automóvel para tomar um bom banho quente em casa e ver no computador as repercussões da manifestação. Em gestos simples e corriqueiros como esses, consumimos variados produtos e serviços que dependem de energia.

Bem, mas é possível obter essa energia a partir de geradores eólicos, ou placas solares? Sim é, mas não em tal quantidade. Manter o atual modo de vida, pretendendo que seja possível coalharmos a Terra de células fotoelétricas, ou cataventos, é ingenuidade. Ao menos não com a atual tecnologia. E aí abrimos outra vertente, pois essas soluções dependem de uma capacidade científica e de produção, que por sua vez depende do status quo atual. Muitos de nós já viram um gerador de energia a vento. Parece óbvio que algo como este não pode ser construído artesanalmente. De novo teremos que associar uma mudança no comportamento humano a uma solução energética sustentável.

Hippies nos anos 1960A história política não costuma reservar ao chamado Movimento Hippie um papel relevante entre os inúmeros que ocorreram entre o final do século IXX e começo do XXI. No Brasil, por ter ocorrido em anos de chumbo, perdeu significado perante a luta contra a ditadura militar. Na Europa, onde 1968 em Paris é um ícone na luta política, os hippies eram um grupo marginal de místicos e “desbundados”. Pequenos burgueses. Nos Estados Unidos o movimento teve sua maior força, unindo-se à filosofia pacifista, contra a guerra do Vietnã, na esteira do movimento pelos direitos civis, e à decisão de inúmeros jovens de constituir comunidades, geralmente rurais, e abandonar o sistema. Esse é o ponto onde esse movimento é diferente, embora seus resultados, com o tempo, tenham tropeçado na mesma inconsistência humana que derrubou outras revoluções.

Entre as correntes de pensamento que varreram o mundo ocidental e se espalharam por toda a humanidade, os hippies conclamavam uma mudança comportamental. O abandono dos empregos, do apêgo às coisas, da possessividade nas relações. Pregando a vida comunitária, a não participação e o encontro consigo mesmo. Ao contrário de muitos outros movimentos, não era possível conquistar o poder, pois o propósito era negar o poder, abandonar o “sistema”.

Ah, então está aflorando o caráter panfletário deste escrito?

Acredito que não. Afinal, nada deu certo. Os hippies cometeram erros diferentes, mas que tinham a mesma causa sugerida no início deste artigo: não eram assim tão diferentes daqueles que negavam, ou de quem discordavam. Encontrar a si mesmo usando LSD não alcançou os objetivos pretendidos e acabou por arrombar as portas do alto consumo (e tráfico) de drogas que existe hoje. O amor livre se mostrou além da capacidade emocional humana. Alguns se deram bem e muitos corações se destroçaram. A vida comunitária, onde nem todos eram assim tão iguais, pois alguns tinham posses no mundo lá fora, enquanto outros pensavam em obtê-los cá dentro, se mostrou ineficiente da maneira como foi tentada e, hoje, existem pouquíssimos remanescentes daquela época e todos, até onde sei, tem orientação religiosa. Enfim, em nossos ideais vamos sempre além da nossa real capacidade, enxergamos longe, enquanto damos passos tímidos. E, pior, ao nos identificarmos com nossas idéias, deixamos de ver quem realmente somos, e julgamos ser aquilo que vemos, ou que imaginamos ver. Todos os esforços políticos e sociais humanos tendem a repetir esse mecanismo. Mais tarde, quando o fogo ideológico se atenua, voltamos pouco a pouco a construir um lugarzinho confortável, onde nosso eu real pode adormecer de novo, sendo simplesmente o que é.

O ponto que ressalto aqui é o de que a solução não está fora de nós. Não será possível encontrar uma saída sem que deixemos de lado os benefícios e privilégios que temos. Um retorno ao tribalismo? Não sei, sinceramente não sei. Por isso é tão difícil. E é por isso que a própria natureza, e nela incluo o que está fora do planeta também, geralmente se encarrega de criar as condições para o retorno à normalidade. Obviamente nós, sob este ângulo, estamos mais para agentes patológicos do que para beneficiários desta ação… o certo é que, após grandes tropeços, o ser humano tem a chance de recomeçar de outro jeito e, então, quem sabe, ser mais simples, viver dentro das condições ambientais do planeta, recebendo a energia que movimenta o processo cósmico, naturalmente, sem tanto esforço pessoal em criar uma vida artificial e onerosa. Onde possa usar sua força para conhecer onde está e se aproximar disso.

Arquivado sob: Eras
setembro
2010
25

Por que Marina?

Marina Silva e Pedro Simon
Estou me aliando ao Pedro Simon, ao frei Leonardo Boff, Fernando Meirelles e até à Gisele Bündchen, declarando meu voto à Marina Silva.

Numa caminhada há um momento em que subimos no alto de uma montanha e podemos ver muito longe, 360º a nossa volta, aprender o desenho do mundo em torno de nós. Mas isso não tem sentido ser ficarmos sentados lá, apreciando o panorama. Só funciona se descermos e trilharmos os caminhos que vimos lá de cima, na direção que nossa observação apontou como corretas. E mesmo assim temos que caminhar prestando atenção na estrada, às eventuais pedras, buracos, pequenos e não visíveis do alto da montanha.

Eu não quero vencer. Quero dizer à todos o mundo onde quero viver, o país que gostaria de ter. E votarei nessa senhora aparentemente frágil, muito brasileira e lutadora, que me faz sentir orgulho do meu povo. Além disso voto em determinadas idéias que percebi importantes quando estive meditando no futuro da minha terra e da minha vida. Essas idéias são encarnadas agora por Marina. Por isso ela terá meu voto.

Arquivado sob: Chão
abril
2010
29

Que lugar é este?

São Cristóvão, SE

Numa viagem que fiz pra Chapada Diamantina vi uma placa na BR 101 que dizia São Cristóvão. Era hora de fazer uma pausa na viagem e entramos na cidade. Que surpresa! Uma jóia colonial pouco conhecida, bastante preservada e cheia de gente, moradores, crianças saindo das escolas, praças cheias de jovens paquerando, trabalhadores passando, viva. Não um cenário, um presépio, mas uma cidade como outra qualquer, porém desfrutando de um casario histórico. A antiga capital do estado de Sergipe até meados do século XIX, a 20 km de Aracajú.

A cidade foi fundada em 1590, tendo sido reconstruida em 1645 após a expulsão dos holandeses. Tem recebido atenção do IPHAN, Fundação Roberto Marinho, etc.  para restauração do seu patrimônio.

A praça de São Francisco (foto maior acima), foi recentemente escolhida como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco.

Não encontrei muitas opções de hospedagem. Uma pousada recém inaugurada em um prédio que foi um mosteiro do século XVII, ao lado das ruínas de uma capela, na saída da cidade para Aracajú. As acomodações são simples, mas se tem uma impressão de voltar no tempo. Não sei se ainda funciona…

Abaixo mais fotos da cidade.
(Clique nas miniaturas para ampliá-las)

Igreja de Nsª. do Amparo

Arquivado sob: Veredas
fevereiro
2010
28

A Terra está no Céu

Terra no céu

No post Pra Começo de conversa o tema das novas visões do Universo trazidas pelas viagens espaciais e por imagens de regiões longínquas do cosmos foi abordado de maneira sintética.

Esse novo Universo que emerge traz consigo questões paralelas como, por exemplo, saber como ficam os conceitos de “para cima”, “para baixo”, etc., que somente possuem significado se acompanhados de um parâmetro de referência. Ao sairmos do planeta perdemos esse ponto de apoio. Passa então a ter mais sentido falarmos em “para frente” e “para trás”. Isso pode soar simplório, mas quando fazemos uma abordagem metafísica desses fatos, podemos concluir que os conceitos de Céu e de Terra também deixam de ter utilidade. É fácil para nós, hoje, sabermos que a Terra está no Céu. Que o céu tem muitas terras, muitas pedras se movimentando e girando, umas ao redor das outras, formando turbilhões de matéria que obedecem às forças magnéticas, espaço-temporais e sabe lá mais o quê.

Ora, o Céu sempre foi a morada divina. E a Terra o contraponto. Como ficamos?

As versões infantis da nossa origem e do nosso destino perdem valor. Nosso amadurecimento passa a ser uma imposição. Como se estivéssemos na adolescência da espécie, não temos a opção de não crescer. A criança em nós tem de encontrar o seu caminho de evolução, assumir mais responsabilidades, tornar-se o ser humano que o tempo e o lugar necessitam. O Deus pai cede ao Deus em mim.

Nossa religiosidade tem sido o elo cultural e histórico com aquilo que está além da nossa memória física, ou de nossa capacidade especulativa. Talvez nossa espécie ou a própria vida provenha, ou tenha alguma ascendência ligada às estrelas. Daí então essa compulsão humana em se sentir ligado ao Universo e às forças cósmicas, como uma lembrança gravada em nosso DNA. O certo é que sempre reconhecemos em algum elemento espacial o Ser que criou o mundo e a humanidade. O Sol, a Lua, o Pai que habita o Céu. No Oriente alguma “orientação”: Brahma respira a cada 4 bilhões e 320 milhões de anos. O mundo é composto de duas forças básicas, o Yin e o Yang, que combinadas geram tudo o que existe.

Respiração, duas forças antagônicas e complementares. Brahma é o Todo. Tao é o caminho ligado ao Absoluto. Nossa palavra ocidental Universo quer dizer “aquilo que tem somente um lado”, ou que contém os lados, a Unidade. Algumas correntes esotéricas utilizam números para definir as diferentes esferas da realidade universal, onde o 1 seria o estado primordial, antes do BigBang. O 3 a expansão, o momento neutro e a contração resultantes da explosão criadora. Esses movimentos iniciais geraram outros derivados, onde a matéria passa a girar em torno de outras matérias que giram em torno do núcleo universal. E daí a quantidade de leis também aumenta, os números incrementam. E por aí afora.

Bem, mas onde então encontrar o sentido da vida. Como responder às questões básicas: de onde viemos, por que estamos aqui, para onde vamos?

Talvez possamos ter mais confiança nos processos gigantescos que tiveram início muito tempo antes de sequer sermos um desejo, antes mesmo de existir o pó para onde um dia voltaremos. O Universo, o Todo, o Absoluto, o Altíssimo, esses nomes que demos à nossa percepção de algo que nos supera e do qual fazemos parte indissolúvel. Isso não está aí por acaso. Nem se trata de ter alguma razão para existir. Isso está. Somente está. E nós com Ele. Nada mais. Eu existo n’Ele. Ele vai, eu acompanho. Ele tem uma direção que se propaga no campo universal, como uma onda, se manifestando nas diversas camadas de acordo com as características de cada nível. Chegando a mim, me inclina, se traduz numa compreensão íntima do que devo fazer. Cada um de nós supre uma necessidade universal que se materializa no nascimento. Essa é a verdade individual. A essência divina que está dentro de cada um. Essa manifestação única do Universo em mim não está sujeita a padrões de julgamento humano. E não pode ser contida, sob pena de causar grave desarmonia no mecanismo cósmico.

Nossa vida está há muito tempo desligada desse caminho do Absoluto, da fé no grande ser universal. Por isso religião significa Religar, na acepção mais verdadeira da palavra (que não tem ligação com igrejas, ou com a “religião organizada”). Perdemos contato com nosso íntimo, com nossa essência, nosso insconsciente, e vivemos uma vida superficial e reativa, ligada às circunstâncias efêmeras do cotidiano. Construímos um jogo, ou porque não usar o termo hindu Maya (um teatro, a representação do mundo sob o véu da ignorância). Nosso jogo cresceu, se tornou Civilização, e alimenta nosso esquecimento de quem realmente somos e do que estamos fazendo aqui.

Já não é mais hora de buscar fora. Nossas viagens espaciais nos mostram que o que há lá é Infinito. E fica claro que não estamos desligados desse Todo. Somente dormimos um sono que nos afasta dessa verdade. O que existe lá, existe em tudo e existe em nós. Dentro de nós encontraremos as respostas e o caminho. Isso é crença. Isso é fé. A compreensão profunda, a convicção inabalável, de que não somos Eu, mas somos Ele. O Universo existe em nós, através de nós e de tudo o que há. E ao seguirmos nossas inclinações mais íntimas, nossa verdade interior, estamos fazendo a vontade do Universo e colaborando com sua Existência.

Arquivado sob: Eras
fevereiro
2010
1

Ollantaytambo

Os recentes acontecimentos ocorridos no Vale Sagrado dos Incas, quando o rio Urubamba encheu e isolou Águas Calientes e a própria ponte que une este povoado à montanha onde fica a cidade antiga, me fizeram voltar ao material que coletei na região faz alguns anos e que foi em grande parte publicado no Sertão do Peri na seção Cadernos Andinos.

No texto sobre MachuPicchu mencionei uma localidade próxima, onde inclusive se pode ir de micro-ônibus e com isso diminuir o preço da passagem no trem inglês que tem monopólio no acesso à Aguas Calientes (desse modo passaria de U$ 57 para U$ 12 + 5 soles, nos preços de 2003/2004). Esse lugar é Ollantaytambo. Um conjunto impressionante de construções que incluem muitas plataformas de plantio na encosta da montanha, instalações militares e religiosas, como era comum entre os incas. É interessante ver que essa cidade fica nas margens do rio e não no alto das elevações circunvizinhas como várias outras cidades incas próximas e que junto dela cresceu uma cidade espanhola, hoje peruana, que ainda se utiliza dos canais de águas límpidas construidos pelo povo antigo.

Certamente a função do complexo seria principalmente a de gerar alimentos. Isso porque é grande o número de áreas de cultivo escalonadas, tecnologia da antiquíssima cultura tiwanaco (~ 500 aC / 1200 dC) que os incas herdaram. Contudo há restos de um grande templo, cujas grandes pedras retangulares sobreviveram a insânia religiosa dos conquistadores e existem também construções encarapitadas na montanha, ao longo de uma trilha que se prolonga pelo fundo do vale, que possuem óbvias características militares. A palavra quéchua “tambo” (Ollantaytambo) tem esse significado, de uso diversificado, adaptável ao que as circunstâncias exigiam, podendo ser um celeiro, um complexo religioso, ou uma fortaleza, conforme a necessidade e a ocasião.

As fotos deste post,  ao passar o cursor, exibem uma breve descrição e, quando clicadas, abrem ampliações das mesmas.

Arquivado sob: Veredas
dezembro
2009
22

Pra começo de conversa

Talvez a coisa que mais represente os novos paradigmas que irão nortear o próximo movimento humano sejam as fotos do Hubble. O Universo que elas mostram é inacreditavelmente diferente de tudo o que poderíamos imaginar. Imenso, extremamente diversificado, onde poderosas forças atuam desde a criação, formando estruturas que superam nossa capacidade de compreensão. É difícil aqui descrever sem acabar usando termos religiosos e isso não acontece por acaso.

O que leva milhões de seres humanos à realização de empreitadas como a construção de impérios e civilizações? Há os que acreditam que todos são simplesmente enganados pelos poderosos, sacerdotes, nobreza, capitalistas, políticos. Isso é bastante simples e fácil de entender. Existe no entanto algo em cada um de nós, uma crença, uma ilusão, que é capaz de fazer com que cada indivíduo aceite o lugar que lhe coube na aventura histórica. A idéia de que lá na frente está a satisfação de um desejo, de uma necessidade, seja ela real ou não. Toda a civilização se fez em torno de idéias e sentimentos capazes de aglutinar o movimento de vida de multidões de seres humanos durante inúmeras gerações. Contudo, aquilo que há de ilusório e fantasioso nessas projeções, de cada um, um dia acaba por se tornar visível. E com isso o amálgama que tornava possível andar na mesma direção se enfraquece, esfarela pouco a pouco, trazendo a inevitável decadência.

É interessante, porém, notar que as descobertas astronômicas já vem modificando nosso modo de ver as coisas, nosso mundo, desde há muito tempo. E isso trouxe mudanças concretas, palpáveis. A Terra redonda deu coragem aos homens para atravessar os oceanos e descobrir novos continentes. Fazer do planeta um só. Perceber que a Terra não estava no centro e, depois, perceber que mesmo o Sol não era o centro e, agora, perceber que não se pode saber ao certo se existe o centro, ou onde está. Coisas assim não se tornam claras em vão. Tudo o que formará a próxima caminhada e as próximas ilusões já vem aflorando há alguns séculos.

A ciência e a racionalidade foram o ápice da nossa era, que agora chega ao entardecer. No século XIX foi possível perceber, aos poucos, que não alcançaríamos a solução para os problemas crescentes através da tecnologia e do uso da razão. O esforço não havia sido suficiente. Grandes movimentos humanos surgiram então como fórmula para ainda assim tentar encontrar um meio de alcançar o que cada um via como um mundo melhor. Revoluções, grandes guerras, idéias radicais, novas igrejas, mais guerras… muita coisa foi tentada. Isso não deteve a decadência. Nem mesmo as descobertas científicas e tecnológicas. Sim, temos os computadores e a internet. Temos o Hubble voando sobre nossas cabeças fotografando o Universo. Mas já não conseguimos evitar a desagregação, a notória incapacidade de resolvermos as questões sociais, o consumo voraz dos “insumos” ambientais, a projeção das retas que nos mostram a falta de solução. Vivemos em casas gradeadas, em cidades cercadas de miséria. A África, os haitis, a periferia são abandonados à própria sorte. As metrópoles criam barreiras, tentando impedir o avanço da barbárie. O abismo entre os extremos cresce.

Apesar de não ter sido um assunto muito comum nos últimos anos, a idéia de uma Nova Era não pode ser descartada. Pelo contrário, hoje está mais evidente do que era nos anos 1960/70. As estruturas que o homem cria em sua caminhada não são flexíveis o bastante para suportarem as grandes mudanças que as novas visões de mundo, associadas à desilusão, trazem. Sim, há um desmoronamento perceptível. Na nossa esfera de existência não há nada que dure para sempre. Tudo brota, cresce, floresce e decai. Naturalmente. Para então fertilizar o que virá. Já há um mundo novo emergindo e um novo caminho nos espera. Não a mim, nem a você, pois são etapas que superam uma existência efêmera. Mas a nós. Uma caminhada menor termina, outra começa. A grande caminhada que fazemos desde o início, continua. Podemos então agir hoje com os olhos nisso que emerge. Nossas ações podem estar lastreadas nessa visão cósmica que o Hubble faz visível. Essa Nova Era já existe, embora ainda velada. Podemos escolher o Universo em que vivemos.

As fotos usadas foram baixadas do site da Nasa: www.nasa.gov/multimedia/imagegallery

Arquivado sob: Eras
dezembro
2009
20

Tecnologias Rudimentares

Na década de 1980 fiz pesquisas sobre fornos tradicionais para alimentos na região mineira de Ouro Preto e Mariana. No início da década de 1990 construí um forno profissional à lenha no distrito de Penêdo, em Resende-RJ, quando fundei a Padaria Artesanal Germinal, cujos produtos eram distribuídos no Rio de Janeiro. Alguns anos depois dei cursos sobre construção de fornos artesanais para alimentos e cerâmica em todo o país, salientando o Sesc-Pompéia em São Paulo e a Fundação Curro Velho, em Belém do Pará.

Já no século XXI (pomposo isso, não?), trabalhando com internet, resolvi colocar tudo o que conhecia sobre o assunto dos fornos, o material dos cursos, à disposição de quem estivesse interessado. Daí nasceu a seção do Sertão do Peri chamada Tecnologias Rudimentares, onde existe conteúdo ensinando a construir passo a passo um forno tipo “caipira” para alimentos, entre outros – www.sertaodoperi.com.br/tecnologiasrudimentares .

A você, que visita agora o Tecnologias Rudimentares, gostaríamos de agradecer contando um pouquinho de como o site começou e convidando a conhecer também o site que hospeda o RudiTec nesses anos todos, o Sertão do Peri, que está todo remodelado e possui conteúdo que talvez lhe interesse também. Para conhecê-lo basta navegar usando o menu ao lado.

Obrigado!

Arquivado sob: Página
dezembro
2009
20

Poesia Sufi

O Poesia Sufi surgiu mais ou menos em 2003 de um idéia de trabalhar junto com o André, que era filho de um amigo e queria aprender um pouco sobre webdesign. Como tínhamos em comum o interesse pelo sufismo, saiu o site com contos, poesia e humor de origem sufi. Inicialmente no antigo Hpg, mas de onde foi retirado de modo truculento quando este hospedeiro gratuito foi vendido para o iG. Passou então para dentro do Sertão do Peri, onde está até hoje – www.sertaodoperi.com.br/poesiasufi

Atualmente o site Poesia Sufi tem uma visitação mensal em torno de 2000 acessos diretos. A você, que visita agora o Poesia Sufi, gostaríamos de agradecer contando um pouquinho de como o site começou e convidando a conhecer também o site que hospeda o Poesia Sufi nesses anos todos, o Sertão do Peri, que está todo remodelado e possui conteúdo que talvez lhe interesse também. Para conhecê-lo basta navegar usando o menu ao lado.

Obrigado!