fev
1
Ollantaytambo
Os recentes acontecimentos ocorridos no Vale Sagrado dos Incas, quando o rio Urubamba encheu e isolou Águas Calientes e a própria ponte que une este povoado à montanha onde fica a cidade antiga, me fizeram voltar ao material que coletei na região faz alguns anos e que foi em grande parte publicado no Sertão do Peri na seção Cadernos Andinos.
No texto sobre MachuPicchu mencionei uma localidade próxima, onde inclusive se pode ir de micro-ônibus e com isso diminuir o preço da passagem no trem inglês que tem monopólio no acesso à Aguas Calientes (desse modo passaria de U$ 57 para U$ 12 + 5 soles, nos preços de 2003/2004). Esse lugar é Ollantaytambo. Um conjunto impressionante de construções que incluem muitas plataformas de plantio na encosta da montanha, instalações militares e religiosas, como era comum entre os incas. É interessante ver que essa cidade fica nas margens do rio e não no alto das elevaç
ões circunvizinhas como várias outras cidades incas próximas e que junto dela cresceu uma cidade espanhola, hoje peruana, que ainda se utiliza dos canais de águas límpidas construidos pelo povo antigo.
Certamente a função do complexo seria principalmente a de gerar alimentos. Isso porque é grande o número de áreas de cultivo escalonadas, tecnologia da antiquíssima cultura tiwanaco (~ 500 aC / 1200 dC) que os incas herdaram. Contudo há restos de um grande templo, cujas grandes pedras retangulares sobreviveram a insânia religiosa dos conquistadores e existem também construções encarapitadas na montanha, ao longo de uma trilha que se prolonga pelo fundo do vale, que possuem óbvias características militares. A palavra quéchua “tambo” (Ollantaytambo) tem esse significado, de uso diversificado, adaptável ao que as circunstâncias exigiam, podendo ser um celeiro, um complexo religioso, ou uma fortaleza, conforme a necessidade e a ocasião.
As fotos deste post, ao passar o cursor, exibem uma breve descrição e, quando clicadas, abrem ampliações das mesmas.
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Ótima descoberta fiz vindo ‘por acaso’ aqui. Imagens belíssimas.
Um abraço.