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Alguém bateu à porta da Bem-Amada, e uma Voz lá
de dentro perguntou:
- Quem está aí?
E ele respondeu - Sou eu.
A Voz então disse:
- Esta casa não conterá nós dois.
E a porta continuou fechada. Então o Amante foi para o deserto
e na solidão jejuou e orou. Retornou depois de um ano e bateu
novamente à porta. E de novo a Voz perguntou:
- Quem é?
E o Amante respondeu:
- És tu mesma!
E a porta lhe foi aberta.

Eu olhei em torno, procurando-O. Ele não estava na Cruz. Dirigi-me
ao templo do ídolo, ao antigo pagode; nenhum sinal Dele era visível
ali. Fui então para a Caaba; Ele não se achava naquele
refúgio de velhos e jovens. Perguntei a Ibn Sina (Avicena) do
Seu estado; Ele não se achava ao alcance de Ibn Sina. Olhei para
o meu próprio coração. Aí eu O vi. Ele não
estava em nenhum outro lugar.
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