CUZCO, A CAPITAL COLONIAL
 
Na Cuzco colonial se destacam as igrejas, como é comum em cidades desta época. As principais são a Catedral e a da Companhia de Jesus, situadas na Plaza de las Armas. O interior suntuoso recorda a riqueza do país, que abastecia de ouro a corte espanhola e de outros países europeus.
Quando Francisco Pizarro chegou ao Tahuantisuyo, este se achava em guerra civil. Os irmãos Huascar e Atahualpa disputavam o trono que seu pai havia dividido entre os dois, antes de morrer subitamente numa epidemia. Isso facilitou as coisas. Arrogante, Atuahualpa foi a um encontro desarmado com os espanhóis, quando foi tornado refém, sendo então pedido o famoso resgate em ouro e prata, em Cajamarca. Preso, o inca mandou matar o irmão. Logo após pago o resgate, com o ouro do Qoricancha, Atahualpa foi morto por sua vez. A fortemente hierarquizada sociedade andina não resistiu ao ter sua cabeça cortada. Após violentas lutas, que culminaram com a Batalha de Saqsayhuaman, os invasores entraram triunfantes em Cuzco, em 1533. Já em 1535 foi fundada Lima, na costa peruana. Isso fez com que Cuzco, no fim do século XVI, iniciasse uma fase de declínio, o que felizmente a preservou para os nossos dias.
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  Arco situado próximo à Igreja
  de São Francisco de Assis.
Os tradicionais pátios internos das casas espanholas estão presentes na arquitetura cuzquenha, trazendo surpresas numa porta entreaberta, numa fresta de janela.
 Ruas estreitas, repletas de história.
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